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Por mais Anne(s) com "e"

  • Foto do escritor: Daliane Azevedo P. Guimarães
    Daliane Azevedo P. Guimarães
  • 23 de jul. de 2020
  • 2 min de leitura

Algumas histórias ouvidas, lidas ou assistidas ficam latentes na memória... Nos amarram em determinados detalhes, por assimilação, por identificação ou por mera admiração. Assistir a série: Anne with an e - me sacudiu em muitos sentidos, principalmente pela exploração de imagens externas e internas de cada personagem, do entrelaçar das "humanidades todas", pelo arranjo que o autor fez com "o passar do tempo". Cada fase possui o seu encanto, suas descobertas, suas revelações.

A imaginação tão fértil, reativa e que beira a insensatez da personagem principal, assombra uma época de intolerância, escravidão, preconceito, dominação religiosa e financeira. Alguém que cobra seu lugar de fala, sofre por traumas infantis, se reinventa para continuar sonhando, pode representar aqueles que começaram lá no século 19 a lutar contra os excessos humanos - um tempo em que estas barreiras tinham muita força - mas se torna tão ou mais atual que muitas produções rasas assistidas no nosso famigerado século novo, ainda rastejando pelos ideais de respeito e consideração para com a vida alheia.


Meus alunos me diriam: Professora não faça spoiler da série! No entanto, uma obra como esta alimenta nosso desejo interno de propagar, de rever conceitos, incentivar o trato consigo mesmo e mais importante que analisar as minhas conclusões da obra é visitar as suas próprias inquietações geradas ao considerar o todo da história.


"Quando se tem olhos ávidos e coração aberto, isso é pura coragem" - "Não é o que o mundo tem, mas o que você veio oferecer a ele" - "Me diga e esquecerei! Me ensine e lembrarei! Me envolva e aprenderei!"


Todo um mundo poético para o deleite nosso, que do contrário do que muitos imaginam tem o poder real de tornar o universo um tanto mais positivo do que o pintamos ou pintam por nós. Revelações e compreensões sobre o que vivemos na infância só acontecem num tempo bem posterior ao que queremos, são passos, são passagens, um ir e voltar ao laço profundo que nos liga ao que já foi, ressignificando e aplaudindo o que somos. E, na prática é sair do aposento de vítima e tomar o trono merecido de protagonista de sua própria história!



 
 
 

3 comentários


Katiuscia Silva Oliveira
Katiuscia Silva Oliveira
24 de ago. de 2022

Excelente!! Texto enriquecedor!! Sem palavras para comentar algo tão lindo!!

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Daliane Azevedo P. Guimarães
Daliane Azevedo P. Guimarães
24 de jul. de 2020

E muitas Mariana(s), Alice(s)...pra fortalecer o significado de AMIZADE!

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Mariana Rocha
Mariana Rocha
24 de jul. de 2020

A série é encantadora! Sua visão sobre ela revela muito sobre a pessoa linda que vc é! Que nessa época surjam tb muitas Anne’s... ainda precisamos! 💖

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